Falta.

Estou emaranhada, coberta por um novelo que tecela sobre mim sentimentos mau compreendidos, me pondo em um estágio de contentamento descontente, acumulando dúvidas sobre o que sentir, ser e fazer. E nesse estado de entendimento, entendo o desconhecido e sem saber dizer sigo em frente, absorta pelos meus pensamentos, me proporcionando novos sentimentos e descobrindo novas possibilidades sobre o tempo.

Sentindo esse espaço  se abrir, tomo uma iniciativa para prosseguir, me instigando a perseguir incisivas decisões, soldando tudo em puro chumbo so pra ter a certeza de pés firmes no chão. Respiro com calma e deixo o ar tomar conta de cada lacuna do meu ser, respiro fundo e sinto bem ao fundo de meus ossos o estalar da alma para um novo despertar. É hora de acordar, o sol já vai raiar para um novo dia começar!

Caroline Gonçalves.

Outro dia.

O coração já se encontrava consumido de tentar procurar respostas.
O raciocínio já não se depara com a lógica, procurando lacunas para se esgueirar.
As palavras para se autodescrever esvaíam-se como água nascente, não mais sobrando uma gota do seu ser.
Rodeados de afazeres, rotineiramente não se mostram suficientes para completar esse vão.

Dentro desse vazio, há compreensão, pois, o que sou?
Insatisfações incompreensíveis, pois, o que falta?

E dentro desse paradoxo de solidão inerente, havia felicidade presente, contudo, essa solidão que prevacele e mantém seu vigor, mostrando seu valor na vida dos que não sabem viver e em discordância, distância daqueles que soubera o que é sobrepujar até o entardecer.
Então o silêncio vem junto ao anoitecer, este que, mesmo sempre tão cheio de si, jamais pudera abraçar o alvoroço da felicidade.
Outro dia há de se encerrar. Tão pouco entendia o que o coração queria, sequer o que sentia, só sabia que este ainda batia.

Como foi seu dia?

Caroline Gonçalves.