Cansaço.

Me sinto cansado. Cansando como jamais estive antes, sinto o cansaço em meus olhos que pesam uma tonelada. Sinto cansaço em meus braços que se limitam a alcançar o céu. Sinto cansaço em minhas pernas que me deslocam sem nenhuma pressa. Sinto cansaço em meus pés que me sustatam em qualquer viés. Sinto cansaço em meus ossos que se luxam abruptamente sem qualquer remorso. Sinto cansaço em meus dedos que se estalam como galhos secos. Sinto cansaço em minha voz que trêmula falha sem som sem sol. Sinto cansaço em meus dentes que rangem e esfarelam como abrasão, erosão, abfracao. Sinto cansaço em minha mente que se embaralha e se embaraça como névoa densa . Sinto cansaço em meus cabelos que caem ao chão sem qualquer intenção. Sinto cansaço em minha pele que se enrruga como se fosse um tecido amarrotado. Sinto cansaço em minhas bochechas que se contraem ao sorrir sem qualquer sentença. Sinto cansaço na alma que se escorre e transcorre a cada ida e volta. Sinto cansaço em ser, mas por hoje resolvi viver!

Caroline Gonçalves.

Encarar.

Sentindo o agora se estabilizar, transbordo toda energia pra tudo se dissipar, movimentando o ar e a ação de poder me transformar. É momento de calar e escutar, perceber o que se passa no meu circundar e entender que tudo é uma questão de ser e não de estar. Aceitar e transmitir o ato de transmutar, se renovar e praticar o sentimento de se amar e se aceitar.  É hora de acreditar e realizar, incluir na rotina o fato desejado. Registar, gravar, rabiscar e espalhar, de modo que meus olhos possam confrontar o pressuposto improvável. Encaro e retraio a cara para o retrato estampando de tamanha importância que se intitula, Eu. Quanta ênfase a mim. Seja e faça pelo fato, e não pelo ato de querer se enobrecer, enriqueça seu coração de pura energia em expansão e sinta a vibração do seu Eu em ascensão, vivencie o ato de vivenciar a experiência e se experiencie-se disso. É momento de contemplação, vislumbre a praticidade que foi encontrar na simplicidade a facilidade de receber os pedidos dissipados  ao universo, palavras ao vento ganham força quando ditas com vontade, tenha veracidade e humildade, grandes ditos ressoam na eternidade, vozes eufóricas gritando por liberdade. Encare tamanha complexidade e se depare com o seu Eu implorando por saciedade. Alimente sua vontade, sua capacidade, sua singularidade e viva sob a certeza da sua existência nesse instante de vida.

Caroline Gonçalves.

Corpo.

Peito aberto, riso largo, carrego comigo amores, amigos e laços apertados. Olhos abertos, cerrados e brilhantes, procuro enxergar a beleza a todo e qualquer instante. Mãos frias, dedos enrijecidos e gelados redijo ferozmente o que me foi ensinado. Braços fortes, entrelaçados ou amedrontados, abraço o futuro com vigor e fervor agradecendo pelo o que me foi dado. Coração apertado, pequeno e descompassado, sente saudade dos amores e sabores deixados. Mente aberta, dispersa e analítica, analisa a imensidão da mente sem ser invasiva. Pernas cansadas, pesadas e mórbidas, carregam o fardo de sempre me levar embora. Boca aberta, entreaberta ou gritando sou eu apenas mais um protagonista protagonizando. Ouvidos atentos, ouvindo e absorvendo o necessário, extraindo absolutamente tudo do imaginário. A voz que ensina sobre amor, soa com vigor e esplendor se estabilizando conforme o meu pavor. Estando internamente habitado por mim, me conforto com a forma que me formo diante as conformidades que me coloco, mas por hoje permanecerei calado diante o silêncio impregnado sobre esse ser defasado depois de mais um dia trabalhado. Estou cansado!

Caroline Gonçalves.

Pessoal.

Estar consigo exige muita coragem, estar por si requer muita bravura. Amar-se é para todos, mas são poucos que se bem-querem.
Apreciar-se é entender que você é um ser único e exclusivo e cada palavra ao vento é uma mandinga para bons pensamentos, bons momentos, alguns instantes sobre o tempo, tempo que insiste em correr contra o ponteiro só para poder ganhar mais tempo. Tempo incerto e impetuoso, disforme e incabível, que nos prende ao anuário e ao relógio, ciosos para que o tempo traga o momento específico, momento ideal, cabal e pessoal.

Viver coberto de certezas lhe faltará respostas e tampouco lhe sobrará perguntas.
Questionar-se, demanda de uma grande confusão mental, confusão irracional, sentimento literal e desproporcional. Duvidar sem criticar, dançar sem tropeçar, sorrir sem registrar, seja leve e livre, voe para onde o vento te soprar e quando chegar lá, agradeça pelo árduo caminho que tivesse que encarar. Entenda que “só não era feliz quem não sabia”, então saiba que só depende de você para tamanha sapiência e compreensão, seja calmo e aprecie a sua evolução.

Viaje por novos lugares, conheça novas cores e sabores, encare o hoje como um presente e agradeça pelo sol que volta a cada novo amanhecer. Descubra, desbrave, se aventure, encare, supere, acredite e seja. Seja mais leve, mais bondoso, seja mais confiante e afetuoso, seja mais sincero e honesto, seja mais otimista e siga perseverante, afinal, no final é tudo por você e pra você, então seja tudo o que puder e quiser, seja tudo aquilo que sonhou ser, seja simplesmente você.

Caroline Gonçalves.

Verde.

Quando a cor verde vibra na gente vivenciamos uma sensação eloquente de sentimentos adjacentes estimulando nosso subconsciente com propriedades diferentes, agradável e estável, a cor verde tem um alto domínio equilibrado nos dando estabilidade e conforto a cor verde nos trás um sentimento harmonioso.
Resolvendo pintar as paredes da alma de verde chá, peço calma e liberdade, juventude e tranquilidade. Pintando as paredes da alma de verde escuro descubro oscilação sobre minha frequência vibracional, encontro meu equilíbrio corporal e emocional. Escolhendo um tom mais claro, acabo pintando de verde Lima que me instiga e me intriga com a energia pré estabelecida com a fauna e com a flora, energia que aflora, que floresce de dentro pra fora e nos transforma em pura sublimidade, energia de verdade. Sentindo o cheiro verde  na manhã nascente permito me inundar com pura quietude, absorvendo toda calmaria e serenidade e transbordando toda agitação e intranquilidade, cheiro verde de prosperidade.
Relacionando a cor verde com o nojo e a inveja, cobiça que que se expressa sem intenção de propriedade, não é uma inveja de verdade. Uma tonalidade de tamanha amplitude constituída de simples pigmentos, composta por ciano e amarelo  contorno todo meu oceano de verde mar e me atiro sem medo de me afogar, pois a cor verde representa proteção e no meu coração não há insuspeição quanto a minha intuição em acreditar que a cor verde é de pura liberdade, a cor verde, é energia de verdade!Caroline Gonçalves.

Amor.

O que é o amor?! Se não tudo o que tem forma ou frase. Amores frágeis ou sólidos, palpáveis ou lógicos, lúdicos ou irreais, amores avassaladores em forma de temporal, vendaval, algo surreal.
Amores fracos por um fio ou resistentes como rocha, sedimentando por ternuras e temores junto a nossos amores. 
Amores loucos e desconexos, distantes e por vezes perto, sensatos e perspicazes, amores que servem para durar somente uma fase.
Longos amores que te arrebata como aluviões, te transporta sem direção e te tira o ar e o chão. Amores que vem e vão.
Amores sinceros e serenos, as vezes grandes ou pequenos, mas sempre amores verdadeiros. Amores que te ensinam a enxergar, amores que ensina a amar e a selecionar o que é verdadeiramente amor para se dar. 
Existem amores pragmáticos e caóticos, divergentes e opostos, que se amam incansavelmente até no fogo ardente, rasgando a alma abruptamente, e partindo gentilmente.
Busque amores leves e sem despeito, que haja respeito e honestidade, amores sem maldade e de grande integridade.
Existem amores displicentes e descontentes, cobertos de descuidados, existem amores fadados ao fracasso.
Percebo amores falidos e sobrecarregados, carregados de incertezas e decepções, amores que destroem os corações.
Corro atrás de amores recíprocos, respectivo e mutual, corro atrás de um amor incomparável e  usual,  um amor casual.
Me perco em loucos amores sem sentido, amores que me deixam aluado e perdido, amores por vezes sórdido e devasso, amores um tanto rasos sem prefácios.
Discorro sobre amores em geral, sobre amores fácies ou difíceis, amor consensual. Amores perdidos ou convenientes, amores um tanto  provenientes.
Me aprofundo no amor da igualdade, sempre disposta a expressividade clara em seu semblante na naturalidade em amar, pois o único quesito foi simplesmente simpatizar e partilhar.
Seja um amor que você quer ser para amar.
Caroline Gonçalves.

É sobre isso.

É sobre isso. É muito mais que isso ou aquilo é uma simples palavra que abraça tudo aquilo imperceptível.
É sobre isso. É como se só isso fosse o suficiente para encarar, aceitar e encerrar um sentimento de afeto despretencioso.
É sobre isso. É entender que as vidas que vivem em volta de você, falam muito mais sobre você do que elas mesmas.
É sobre isso. É poder se sentir confortável em um espaço hostil, ser singular e plural simultaneamente.
É sobre isso. É sentir a sua frequência se estabilizar em um ambiente incomum se tornando totalmente comum e adaptável, tornando-se familiar.
É sobre isso. É acreditar que os fatos ocorridos são bem mais que meros atos cometidos e aceitar que está tudo bem.
É sobre isso. É entender que nem tudo está acontecendo aleatóriamente, existem momentos de conexões, se permita sentir.
É sobre isso. É fluir para que tudo dê certo conforme o imprevisto e se daí  pra frente for só pra trás, está tudo bem, porque é Sobre Isso também.

Caroline Gonçalves.

Exteriorizar.

Extermalizando toda extensa experiência da essência absorvida da energia fluida que vem do universo, transbordo vibrações já esquecidas inseridas em minha alma, absorvendo o incisivo esdrúxulo sistêmico da frequência ao vibrar, sinto rasgar a alma para poder me repaginar.

Agora ao estar mais madura ao observar, noto a insistência da psique pessoal ao se fazer notar, segmentando na impessoalidade humana no ato de se relacionar ao socializar.

Ser invasivo e opressivo na ação de criticar serve somente para ofender e destratar, tratando-se mais de uma questão pessoal do que a quem quer se retratar.

Ser transparente nos sentimentos a demonstrar é ser sincero consigo mesmo no simples ato de se preocupar. Orgulhe-se de poder e saber expressar e saiba como e quando somar ou se afastar.

Esteja pronto para se transformar. A totalidade de sua sapiência é o suficiente para lhe projetar a um novo ciclo e se metamorfosear, encare a vida com plenitude em sua razão, sem jamais se contradizer ao se sustentar em sua sinceridade e veracidade.

Que toda modificação e mutação seja para sintetizar a excelência que tens a transbordar. Seja o melhor de você em todas suas ações até no exercício de detestar. Reaja para que o universo possa restaurar a energia que insiste em te rodear, se rodeie de boas vibrações e pessoas que possam somar. Some e compartilhe seu conhecimento para que esse possa se amplificar, expandindo sua mente e fluindo com com frequência que sintoniza com o seu radar.

Caroline Gonçalves.

Súbito.

Entre esse vento frio e úmido, noto pequenas gotas de orvalho que se envoltam em meus cabelos, parecendo pequenas gotas de gelo, inundando em meu corpo uma gélida sensação de morte súbita.

Acordo envolta de suor frio que me afoga de pavor ao sentir tal temor me fazendo notar que substancialmente estou à deriva de uma gigantesca e profunda sala, uma caixa retangular que se chama alma.

A cada nova sala é um espaço novo com tamanha insuficiência de luz que me sinto alastrar. Erradio então, para tudo iluminar. Começo a caminhar e não enxergo onde posso parar só sigo em frente como um vaga-lume a vagar.

Essa, tão escura de puro breu, sinto expandir-se com a vastidão do que posso ser, alastrando-se como a lava que queima ao escorrer e deixando assim se rudimentar, como uma rocha Ígnea, com diferentes camadas a se formar.

E como num piscar de olhos, acordo de um mundo caótico e noto que nesse momento estou apenas caindo e emergindo de dentro de mim, acordando para uma realidade mais coerente e menos lúdica.

Conscientemente notando ser subitamente um espamo hipnico, concluo minha estultícia e questinando-me a profundura da insciencia da alma diante de toda essa jornada que se chama vida.

Caroline Gonçalves.

Observar.

Eu vejo vidas todos dos dias.
Vejo vidas sem vidas, vejo vidas entristecidas.
Eu vejo rostos todos os dias, rostos envelhecidos e cansados da rotina.
Vejo carros todos os dias, carros que circulam tão cheio de pessoas vazias.
Eu observo a correria do dia a dia, pessoas esquecidas esquecendo da própria vida.
Eu ouço vozes todos os dias, vozes distantes, abafadas e afogadas pela melancolia.
Observando passos todos os dias, noto pegadas pesadas e abaladas sem um rumo certo na vida.
Está tudo tão cheio de nada e com tão pouca alegria.
São vozes que sussurram, passos que circulam e barulhos que nos ensurdecem a cada segundo.
Vejo cidades de pedras que nos tiram o ar e há tão pouca árvore para respirar.
Somos um grande formigueiro como formigas independentes,
que atacam-se uns aos outros e ainda roubam seus pertences.
Dizem que somos fracos, tão fracos quanto somos insistentes,
a insistência é tão chata quanto estilhaços nas mente.

Então, mais um dia se passou.
Será mesmo que você se reinventou ou simplesmente continuou?!

Caroline Gonçalves.